sábado, 20 de dezembro de 2008

Aventuras Verticais Algarve

Sinto grande satisfação por ter colaborado na introdução e desenvolvimento da escalada no Algarve (1978-1980).
Nessa altura utilizei métodos artesanais, técnicas autodidactas e alguma dose de sorte para concretizar as escaladas que realizei na região algarvia.
Posteriormente, estas minhas aventuras inspiraram colegas que viriam a fundar o Núcleo de Montanhismo e Escalada em Faro: Pedro Cuiça, Alexandre Rodrigues, António Varela, entre outros.
Nesses tempos éramos apenas três praticantes, o Silva Lobo, o Jean Michel e eu.
Realizámos os primeiros treinos de escalada no Cerro da Cabeça (Moncarapacho), mais tarde experimentámos a Costa Vicentina e explorámos o potencial da Rocha da Pena (Salir), actualmente um ícone da escalada a nível mundial.
No princípio da década de oitenta, inevitavelmente cada um de nós seguiu o seu rumo profissional e pessoal, e ficando sozinho nestas andanças acabei naturalmente por me afastar da prática da escalada.
Ao longo da década de oitenta, quando foi fundado o Núcleo de Montanhismo em Faro fui mantendo contacto com os jovens escaladores, mas por motivos de ter pouco tempo disponível, não chegaria a escalar com eles.
Passaram entretanto trinta anos, e perante uma maior disponibilidade resolvi regressar à escalada.
Fiz-me sócio da AMEA (Associação de Montanhismo e Escalada no Algarve), adquiri o material necessário e contactei o experiente escalador algarvio Nuno Santos, que de imediato se disponibilizou para me acompanhar neste regresso à prática da escalada.
No reencontro com esta modalidade tenho vindo a escalar na Rocha da Pena vias de dificuldade (IV, V e 6a em Tope-Rope)), tendo já conseguido escalar a abrir duas vias IV+.
Fui escalar igualmente na Garganta da Gralheira (Albufeira), tendo este recente spot vias de maior dificuldade, que escalei em Tope-Rope (6a).
Independentemente dos graus de dificuldade com que sou confrontado, e que consigo ultrapassar, o importante é que me tenho divertido e aprendido bastante na prática da escalada, actividade espectacular que promove qualidades como a autoconfiança, determinação, destreza, entre outras.
Uma palavra de apreço e admiração para todos os equipadores de vias que nos proporcionam a prática deste fascinante desporto vertical.