quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

terça-feira, 16 de novembro de 2010

FOTOBIOGRAFIA



Agradeço aos meus amigos Francisco Freire (ERTA) e Luís Rosa que produziram e realizaram este vídeo com a minha Fotobiografia.
Banda sonora: Tema "Barbosa El Chui da Ria Formosa"
(Autores Luís Nadkarni - Luís Mascarenhas)
Sítios do Luís Rosa:
"air1luis" http://www.youtube.com/user/air1luis
Web site: http://www.luisrosa.net

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

AGRADECIMENTO AO BLOGUE A DEFESA DE FARO


Agradeço a amabilidade do Nuno Graça (Administrador) do Blogue "A Defesa de Faro" pela publicação dos meus textos num dos Blogues mais dinâmicos e visitados de todo o País.
http://www.adefesadefaro.blogspot.com/
Obrigado
Luís Nadkarni

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

PARCERIA COM O ALGARVE PRESS


Caros leitores e visitantes do meu blogue:
Informo que as crónicas sobre as minhas aventuras e experiências de vida tem vindo a ser publicadas no Semanário Algarve Press (página 20).
Agradeço desde já a amabilidade e simpatia do Director Manuel Luís que meu deu a oportunidade de partilhar os relatos das minhas actividades num dos Orgãos da Comunicação Social mais lidos no Algarve.
www.algarvepress.com
Obrigado.
Luís Nadkarni

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

MEMÓRIAS DA FABULOSA EQUIPA DE PRINCIPIANTES DO NAVAL DE FARO 1996 - 1998




Um dos momentos mais gratificantes da minha carreira como treinador de vela foi sem duvida ter colaborado na Escola de Vela (Classe Principiante) no Ginásio Clube Naval de Faro nos anos 1996 - 1998.
Tive a sorte de ser instrutor de jovens que demonstraram uma aptidão fora do comum para a prática deste exigente desporto.
Tendo em vista a preparação destes jovens velejadores para a competição idealizei um projecto de treinos e actividades que seriam a base para uma carreira de sucesso que iriam desfrutar mais tarde.
Assim foi.
Começámos os treinos na Ilha do Farol, utilizando a Praça Larga como local privilegiado para ensaiar e apurar as tácticas de largada, rondagem de balizas e desenvolvimento estratégico da regata.
As embarcações Optimist ficavam armazenadas num espaço cedido pela JAPSA e nos fins de semana saíamos da Doca de Faro no semi-rígido rumo ao Farol onde desenvolvíamos as actividades.
Nos primeiros meses os velejadores ganharam a confiança necessária para se sentirem confortavelmente na regata de vela, aplicando as tácticas ensaiadas e melhoradas vezes sem conta durante os treinos.
Começámos então a participar nas Provas para a Classe Principiante inseridas no Campeonato do Algarve e o sucesso foi total.
Lembro-me de por duas vezes a nossa equipa ter conquistado os cinco primeiros lugares da classificação geral entre várias dezenas de participantes (Regatas em Vilamoura e Tavira) superando as nossas melhores expectativas.
Nesta verdadeira senda de sucessos conseguimos os títulos de Campeões do Algarve de Escolas de Vela e Vice Campeões de Portugal de Escolas de Vela no ano de 1998.
Uma palavra para a colaboração decisiva nos excelentes resultados conseguidos nos Campeonatos por parte dos meus colegas e técnicos Luís Veríssimo, Manuel Belchior e Pedro Baptista
Todo este sucesso se deve ao empenho e dedicação destes jovens velejadores que para além do talento se esforçaram e deram o melhor de si, prestigiando a colectividade Ginásio Clube Naval de Faro e consequentemente a nossa cidade.
Pedro Fernandes, Joana Vargas, Ivo Maia, Margarida Cassiano, Nuno Silva, João Gil Morais, António Pedro (Topê) entre muitos outros, contribuíram para esta afirmação da Vela de Iniciação em Faro que me apraz recordar com satisfação e saudade.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

MEMÓRIAS DA MINHA PASSAGEM PELO BOXE AMADOR SFB 1979 - 1980


Uma das experiências emocionantes em que tive a oportunidade de participar foi integrar a equipa de Boxe Amador do Sport Faro e Benfica nos anos 1979-1980.
Há já algum tempo que esta modalidade dava os primeiros passos em Faro e tendo assistido aos treinos que decorriam na altura numa colectividade situada Rua do Alportel entusiasmei-me e inscrevi-me na então recém formada Escola de Boxe Amador do SFB.
O nosso treinador era o célebre Boxeur "João do Aliança" e os treinos tinham lugar no salão da sede do Faro e Benfica.
Comecei então a treinar e a conhecer os meus colegas, João Oliveira, Marcelino, Beta, Ludgero, entre muitos outros, com os quais sempre se evidenciou o despertar de uma sólida amizade, respeito e solidariedade.
O treinador entendeu federar-me na Federação de Boxe da altura, sediada em Elvas, possibilitando a minha participação em combates oficiais, decisão que muito me satisfez.
Lembro-me da dedicação com que encaramos o surgir desta modalidade, tendo eu e o João Oliveira idealizado e fabricado o suporte para a montagem do saco de couro com areia para treinarmos os golpes e ganhar resistência, bem como a instalação do ringue na ampla sala do SFB.
Posso afirmar que a minha relação com o Boxe Amador foi excelente e considero este desporto como uma escola de virtudes, ao contrário do que muitos poderão erradamente pensar de que se trata de uma modalidade violenta.
Recordo com saudade a participação da equipa do Sport Faro e Benfica numa série de Combates de Boxe Amador contra a equipa do Belenenses que se realizou na antiga Esplanada S. Luís Parque em Faro, onde a superioridade do Belenenses veio ao de cima, tendo no entanto ficado demonstrado o grande valor dos Boxeurs Farenses, João Oliveira, Marcelino, Ludgero, "Veneno", entre outros que nesses tempos projectaram a Cidade de Faro nesta modalidade ainda em embrião na nossa terra.
Foram tempos que recordo com muita satisfação.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

MEMÓRIAS DO CAMPEONATO DE SURF NA PRAIA DE FARO 1984



No ano de 1984 o meu amigo António Gago ("Tó Zé") convidou-me para colaborar na organização de um Campeonato de Surf na Praia de Faro.

Como desde sempre considerei o Surf um desporto de virtudes aceitei e decidi levar a cabo a organização deste evento, dando o melhor de mim mesmo.

Tive vários encontros com o Tó Zé e resolvi, com a sua colaboração, compor uma música que seria o cartaz de apresentação deste Campeonato.

Assim nasceu o tema "Surfaro", bastante conhecido em Faro.

Contactei a Câmara de Faro, conseguindo que as instalações da antiga Colónia de Férias da CMF na zona nascente da Praia de Faro fossem disponibilizadas para alojamento dos surfistas que se deslocavam a Faro para participar nesta prova a nível nacional.

Tudo correu pelo melhor e durante os dois dias de Campeonato até as condições de mar e meteorológicas nos ajudaram, tendo entrado um "mar de fora" que proporcionou momentos de excelente surf.

A componente social foi de extrema importância para o sucesso desta organização, estando o "quartel-general" montado no "Zé Maria" na Praia de Faro, realizando-se festas de confraternização na antiga discoteca "Desvio" e entrega de prémios na "Barracuda".

Este evento atraiu a Faro surfistas de renome nacional e internacional como, Ratinho, Dapim, Nuno Jonet, entre outros.

O melhor surfista algarvio nesta prova foi o atleta farense Rebocho que teve uma excelente prestação.

Viveram-se neste Campeonato momentos de grande satisfação, ficando este evento certamente na memória de todos aqueles que, na altura, e actualmente têm o Surf como desporto de eleição.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

MEMÓRIAS DA FORÇA AÉREA PORTUGUESA 1981 - 1982



Serviço Militar na FAP 1981-1982 BA3 e AT1

Uma das experiências mais enriquecedoras que tive na minha vida, foi sem dúvida a passagem pela FAP.

No dia 5 de Janeiro de 1981 comecei a recruta em Tancos BA3, onde rapidamente me adaptei ao regime militar.

No final da recruta fiquei classificado em 2º. lugar (entre 30 recrutas), no global das provas: físicas, tiro, ordem unida e teórica.

Optei por seguir a especialização em Sapador Bombeiro de Aeronaves, curso que viria a ser muito interessante.

No final do curso classifiquei-me em primeiro lugar, tendo sido agraciado com uma lembrança pelo então CEMFA, General Lemos Ferreira, numa cerimónia que decorreu na placa da BA3, recebendo igualmente as divisas de 1º. Cabo.

Fui então colocado no AT1 (Aeroporto da Portela-Lisboa), assumindo as funções de responsável pelo Serviço de Incêndios na Base.

No AT1 tive experiências que me marcaram, como o facto de ter assegurado a assistência (1ª. intervenção em caso de incêndio) ao Puma que transportou S.S. o PAPA JOÃO PAULO II, aquando da deslocação ao Santuário de Fátima em Maio de 1982.

Nesse dia fui convidado a acompanhar a comitiva transportada nos Helicópteros Puma da FAP , tendo efectuado o voo no Aviocar (Meteo) da BA1, sobrevoando o Santuário e assistindo ao pousar do Puma num campo de futebol em Fátima.

Uma situação, engraçada, foi ter vindo várias vezes de fim de semana a Faro, fazendo o percurso até à BA11 (Beja) voando como passageiro no Cessna FTB (puxa-empurra) do Correio, e o resto da viagem a "dar ao dedo" até ao Algarve.

Guardo boas recordações da FAP, principalmente do então Capitão Rui Dinis de Sousa, que sempre me apoiou e permitiu remodelar e melhorar o Sistema contra Incêndios no Aeródromo Trânsito Nº. 1.

Luis Nadkarni 047705 C

sábado, 23 de outubro de 2010

MEMÓRIAS DAS "LOUCURAS" COM AUTOMÓVEIS 1985-1988




No ano de 1985 recebi o convite por parte de uma empresa ligada ao ramo automovel para proceder ao transporte de viaturas para vários pontos do Algarve, bem como para Lisboa.
Organizámos então um grupo de amigos que se dedicaria ao transporte dos carros.
Nesses tempos não existia a Via do Infante e muito menos a A2 (só havia a ligação entre Setúbal e Lisboa).
Já tinha ouvido relatos impressionantes de condutores algarvios que fazendo o percurso entre Faro e Lisboa pela Serra do Caldeirão conseguiam tempos incríveis.
Considerando que tinhamos à nossa disposição uma frota com cerca de mil viaturas de variados modelos e cilindradas, chegara a hora de carregar no acelerador.
Começámos por escolher troços de terra batida sendo o eleito e nosso preferido o "Troço do Ludo" entre S. Lourenço e as Gambelas.
Quando havia transportes para o Barlavento Algarvio esse troço era percorrido nos dois sentidos em cada viagem.
Os carros chegavam inteiros, apenas com algum pó, mas também éramos nós que os tinhamos de lavar.
Igualmente o "Troço da Ti Ângela" em Faro, com os famosos "saltos" nos dava muito prazer e libertava grandes doses de Adrenalina.
A Rotunda do Liceu (paralelipipedos) era o local onde testávamos a nossa perícia, bem como o Largo de S. Francisco.
As viagens para Lisboa eram verdadeiramente alucinantes utilizando a EN 125, EN 2, e percorrendo o troço de Auto Estrada Setúbal-Lisboa, foram muitas as vezes que fizemos estes percursos (nos dois sentidos) baixando consideravelmente das três horas.
Recordo-me perfeitamente de uma das vezes ter saído do Aeroporto da Portela às dez da manhã e à uma da tarde sentar-me à mesa do restaurante Moreno (perto do Aeroporto de Faro), após cumpridas as formalidades de entrega da viatura transportada.
Infelizmente, durante estes anos tive conhecimento de alguns acidentes graves com colegas transportadores, mas a sensação de velocidade e risco, aliados à juventude irreverente, fizeram desses tempos, tempos de "loucura".
À memória dos que ficaram na Estrada.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

MEMÓRIAS DAS MINHAS PARTICIPAÇÕES EM REGATAS DE VELEIROS 1979-2009





Para quem gosta do mar e de desportos náuticos experimentar a sensação de participar numa regata a bordo de um veleiro é uma experiência única.
Ao longo da minha vida tive o privilégio de integrar tripulações em vários veleiros de regata.
Recordo-me que a primeira regata em que participei foi em Vilamoura a bordo do lendário "Schtroumpf", comandado pelo célebre velejador Orlando Sena Rodrigues.
Posteriormente disputei a minha primeira Vilamoura Cup, na tripulação do Jod 35 "Tomate".
Uma experiência que recordo com orgulho e satisfação foi ter feito parte da tripulação do "Cidade de Faro" 1997 -1998, onde conseguimos bons resultados na Volta ao Algarve, Vilamoura Cup e Lagos Palos.
Participei ainda em dois campeonatos nacionais na classe IRC (2005 - 2009) sempre com tripulações fantásticas onde impera o sentido da entreajuda e a determinação para vencer.
O ponto alto da minha experiência em veleiros de regata foi sem dúvida a vitória conseguida na Regata Palos Lagos no ano de 2005 a bordo do veleiro "Adega da Marina" comandado pelo João Pedro Jacinto.
São momentos que ficam na memória para sempre.

Numa organização da Federação Portuguesa de Vela com a colaboração do MYCA Albufeira decorreu nas águas algarvias o Campeonato Nacional de Vela IRC 2009.

Tive a satisfação de receber o convite por parte do Skipper Paulo Sena Rodrigues, para integrar a tripulação do veleiro "Pura Vida".

No primeiro dia de regata, realizou-se um percurso costeiro onde ficamos classificados em sexto lugar, entre os 13 concorrentes.

No segundo dia de prova concluiu-se apenas uma regata, dado a falta de vento que se fez sentir.

Nessa noite, a Organização promoveu um jantar convívio para os participantes, onde a boa disposição foi ponto de destaque.

No último dia do Campeonato, conseguiram-se realizar as duas regatas que acabaram por validar esta prova.

O título de Campeão Nacional foi conquistado pela embarcação BOOMERANG de Lisboa.

Uma palavra de apreço para a tripulação que apesar de se ter classificado no sétimo lugar da classificação geral, deixou bem patente que está preparada para enfrentar os desafios que se avizinham no mundo competitivo da vela de cruzeiro.

Foi com agrado que recebi o convite para integrar a Tripulação do veleiro "Pura Vida" (Grand Soleil 40) para disputar a Regata MYCA ( Marina Yacht Club Albufeira) 2009.

Já há uns anos que estava afastado da competição de cruzeiros, mas senti-me bastante confiante para voltar a competir numa modalidade muito exigente quer a nível físico quer de concentração e destreza nas manobras.

No Sábado realizámos a primeira Regata do Troféu (Percurso Longo), com largada de Albufeira, rondagem da primeira baliza na zona de Armação de Pera, segunda baliza colocada em frente aos Olhos de Água e chegada em Albufeira.

A prova correu de feição e conquistámos o terceiro lugar entre doze participantes.

Já na Marina de Albufeira, como é hábito nas provas de vela, tivemos oportunidade de nos envolver num salutar convívio que decorreu na sede social do MYCA, seguindo-se um jantar na "Tasca Portuguesa".

No Domingo, estavam programadas duas regatas em percurso vai-vem que disputámos com vento de 15 Nós, o que proporcionou um belo espectáculo a quem estava em terra, dado o colorido dos balões (spinnakers) que navegaram na baía de Albufeira.

Na primeira regata do dia ficámos em terceiro lugar e na segunda em quarto, o que nos colocou na classificação geral num honroso terceiro lugar.

Uma palavra de amizade para com o Skipper Paulo Sena Rodrigues e Tripulação, onde o espírito de entre-ajuda e camaradagem foram decisivos para tão boas prestações.

Terminado o troféu, realizou-se na sede social do MYCA a Cerimónia de Entrega de Prémios, com a presença de Individualidades de várias áreas relacionadas com a Vela e com a Náutica.

Foram sem dúvida belas experiências que vivi nas Regatas de Veleiros.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

MEMÓRIAS DAS MINHAS EXPERIÊNCIAS MUSICAIS 1982-1987


Ao longo da minha experiência como músico tive a oportunidade e privilégio de participar em várias festas de fim de ano lectivo no Liceu de Faro, mais conhecidas como "Bailes de Finalistas".

Talvez a festa que mais me marcou foi o "Baile de Finalistas" de 1982, que teve lugar no Ginásio do Liceu.

A Associação de Estudantes, de então, empenhou-se seriamente na organização deste evento estudantil, tendo convidado a Banda Rock Farense "Southwave" para actuar como banda principal no concerto.

A primeira parte desse concerto contava com a actuação do duo "Barriga & Joe".

Nestes "Bailes de Finalistas" havia igualmente música para dançar, assegurada por Disc Jockey.

Lembro-me perfeitamente, nesse ano de 1982, a cabine do DJ, bem como o sistema operativo de luzes, estar montada na zona de topo do Ginásio do Liceu de Faro, destinada à orquestra.

Outro pormenor interessante foi a colocação de palmeiras, com vasos especiais (iluminados), na zona das mesas, criando um ambiente fantástico.

Quanto à nossa actuação no concerto, apresentei temas originais com forte inspiração Folk , acompanhado pelo Joe (João Afonso) na Harmónica.

A nossa prestação foi bastante aplaudida, pelas cerca de 500 pessoas que assistiram a essa festa.

Seguiu-se a actuação dos "Southwave" que, como era habitual, entusiasmaram o público.

Foram belos tempos!

Em Janeiro de 1987 começaram os ensaios para preparar o concerto de apresentação da recém formada banda rock farense "Apocalipse".

Estes ensaios decorriam numa sala, cedida pelo então Magistério Primário (cidade velha em Faro).

Os elementos da banda eram: Luís Mascarenhas, Rogério Gil, Francisco Caralinda e Domingos Caetano.

O Domingos, por motivos profissionais afastou-se da banda, tendo ocupado o seu lugar o João Centeno "João de Lagos".

No sentido de trabalhar convenientemente a minha performance para actuar nesse concerto, na condição de "Convidado Especial", participei com entusiasmo e dedicação em todos os ensaios.

Lembro-me, de nas pausas dos ensaios irmos buscar umas cervejinhas ao "Oliveira das Setas", o que se tornou uma rotina.

Passados uns meses, chegou o grande dia.

Cheguei ao Teatro Lethes por volta das três da tarde para o "check sound" e reparei que este concerto envolvia um grande número de meios materiais e humanos.

Nessa noite tudo correu pelo melhor, o Lethes tinha lotação esgotada, e posso afirmar que a minha participação foi bastante positiva.

No final do concerto até dei autógrafos, o que me encheu de satisfação.

Momentos que marcam uma vida.

MEMÓRIAS DAS CAMINHADAS NO ALGARVE 2008





A Associação Almargem (Loulé), desenvolve ao longo do ano um vasto leque de actividades nas áreas do pedestrianismo e montanhismo nas quais, dependendo da minha disponibilidade, costumo participar.

Desta vez a actividade iria ter lugar em pleno coração da Serra Algarvia.

O percurso pedestre da Cruz Alta na zona de Salir é certamente dos mais exigentes fisicamente, mas em contrapartida proporciona ao participante a contemplação de paisagens deslumbrantes, bem como o contacto directo com uma ainda preservada Natureza Serrana.

O ponto de encontro teve lugar em frente à Junta de Freguesia de Salir de onde partimos em caravana automóvel até ao Empreendimento Agrícola da Cruz Alta.

A partir deste local iniciou-se o percurso pedestre que logo nos proporcionou a observação de uma vasta zona vinhateira onde se desenvolvem várias castas de renome.

Passadas as vinhas entrámos numa zona de difícil progressão através de uma ribeira seca que nos levou à base de um serro que tivemos de "escalar".

No cume do serro a paisagem abriu-se perante os nossos olhos numa vastidão tal que conseguimos inclusivamente avistar o mar algarvio.

Vencida a consequente descida, não sem dificuldade, parámos para almoçar junto a uma ribeira onde se proporcionaram momentos de convívio e descontracção.

Logo após o almoço mais uma subida esgotante que nos levou ao cimo de outro serro de onde avistámos Salir, a Rocha da Pena, entre outras localidades.

Regressámos então ao local de partida onde nos foi servido um reconfortante lanche.

Percorremos cerca de 12 Km, em plena Serra Algarvia.

Fantástico!

Percursos Pedestres (Algarve) realizados 2008:
Azinhal (Castro Marim)15Km
Benémola (Querença)12Km
Salema (Lagos)15Km
Fóia (Monchique)12Km
Cruz Alta (Salir)12Km
Rocha da Pena (Salir)5Km

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

MEMÓRIAS DA MINHA PRIMEIRA AVENTURA 1964



Na minha perspectiva as aventuras não são grandes nem pequenas, são aventuras.
Este episódio que se passou comigo no ano de 1964 considero-o uma verdadeira aventura.
A minha família tinha-se mudado recentemente para a Av. 5 de Outubro deixando a casa onde habitávamos, propriedade dos meus avós e posteriormente da minha mãe, casa essa que ainda hoje existe em Faro, fazendo gaveto entre a rua Brito Cabreira e a rua do Alportel.
Na altura os meus pais ofereceram-me um pequeno triciclo que me proporcionou momentos de grande satisfação e possibilitou a descoberta de novas emoções.
Certo dia, resolvi ir visitar a minha avó que vivia no outro lado da Cidade de Faro e, acompanhado pelo meu amigo José Guerreiro da Palma, iniciei esta pequena grande odisseia utilizando como meio de transporte, é claro, o meu Triciclo de estimação.
Desci a Av. 5 de Outubro e junto ao Palácio do Lã virei à direita entrando na rua Dr Cândido Guerreiro.
Recordo-me de ter passado por uma oficina de Cromagem, ultrapassando posteriormente o perigoso cruzamento da estrada de Olhão e lá fui pedalando no triciclo.
Quando me sentia cansado tinha a colaboração do Zeca, miúdo da minha idade, que me acompanhava a pé e que de vez em vez me empurrava.
Assim foi, passei o Mercado Municipal, a Serração, e junto à Sapataria Limpinho virei à esquerda, tendo um pouco mais à frente entrado na rua Brito Cabreira.
Até chegar à casa dos meus avós ainda tive de pedalar bastante.
Quando lá cheguei tal não foi o espanto da minha avó, perguntando-se provavelmente sobre como tinham aparecido ali estes dois "para-quedistas".
Recordo esta aventura com satisfação, convicto de que esta experiência foi muito possivelmente a abertura da tal porta que despertou em mim o sentido de curiosidade em experimentar novas emoções e situações o que felizmente tenho vindo a concretizar ao longo da minha vida.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

MEMÓRIAS DE UM FIM DE SEMANA DE ESCALADA EM SAGRES 2009



A AMEA (Associação de Montanhismo e Escalada do Algarve) organizou em Sagres um Workshop sobre Técnicas de Escalada em Falésias.

Como tenho vindo a praticar Escalada com alguma assiduidade nos últimos anos resolvi participar.

Marcámos encontro na sede da AMEA em Faro... e lá fomos.

O meio de transporte colocado à nossa disposição foi uma auto-caravana "Mercedes", propriedade do nosso colega João Baltazar que, apesar de já ser velhinha e dificilmente passar dos 90 Km/H, mostrou-se bastante eficiente e proporcionou-nos uma óptima estadia em Sagres.

Com orientação por parte do credenciado Monitor de Escalada, David Rodrigues, iniciámos as actividades onde nos foram transmitidos conhecimentos de grande utilidade, quer na área da técnica, quer na segurança (regra número um) neste tipo de modalidade desportiva.

Praticámos rappel falésias abaixo, e escalada, tendo que salientar o excelente espírito de camaradagem vivido no grupo de participantes.

Posso dizer que este ambiente de escalar falésias, apesar de por vezes intimidante, não era de todo estranho para mim, dado que 30 anos antes já me aventurara a experimentar este tipo de escalada ainda que noutra zona da Costa Vicentina.

Na noite em que ficámos em Sagres, proporcionou-se um excelente convívio e, dado ser o Feriado 10 de Junho houve festas e fogos de artifício, tendo acabado a noite no famoso bar Dromedário.

Dormimos na auto-caravana e na manhã seguinte, bem cedo, resolvi fazer um pequeno "Trek" na zona, tendo aproveitado para tirar umas fotos e deliciar-me com esta paisagem verdadeiramente única.

Como soube que a Caravela Boa Esperança estava atracada no Porto de Sagres (Baleeira) resolvi visitar os meus amigos, Comandante José Gravata e o meu primo Afonso. Fui muito bem recebido a bordo e deixo aqui uma palavra de apreço à Tripulação.

Continuámos entretanto a actividade de escalada, tendo treinado dar segurança ao companheiro de ascensão e ensaiado outras técnicas especialmente utilizadas em falésias, tendo tudo corrido pelo melhor.

Para finalizar em beleza, o David Rodrigues e o Celestino Martins realizaram a escalada de uma via no sector "riscas", via essa com grau de dificuldade considerável.

Regressámos então a casa plenamente satisfeitos com estes excelentes dois dias de Formação na área da Escalada em Falésias.

Sem dúvida mais uma excelente iniciativa da AMEA.

MEMÓRIAS DE UMA CAMINHADA NA SERRA DE MONCHIQUE 2008



Com orientação por parte dos Guias, Prof. João Santos e José Luís Raposo, o percurso de montanha iniciou-se na Fóia 902 m (Serra de Monchique), desenvolvendo-se na primeira parte em direcção a Oeste, onde pudemos observar uma grande quantidade de espécies florestais que habitam aquelas altitudes.

Após cerca de meia hora de caminhada chegámos a uma antiga pedreira abandonada, tomando então o trilho para Norte.

Durante a caminhada nesse trilho começou a soprar um vento bastante fresco que levou alguns participantes a vestir agasalhos.

Neste percurso realizado para Norte tivemos ainda a oportunidade de nos deliciar com o encanto dos socalcos talhados na encosta da montanha, e de observar de bastante perto algum gado bovino que por ali pastava.

Após uma íngreme subida chegámos a uma pequena Barragem onde fizemos uma pausa para recuperar energias e apreciar um reconfortante almoço.

Retomámos a caminhada, desta vez em direcção a Este, durante a qual admirámos paisagens deslumbrantes, conseguindo-se inclusivamente distinguir no horizonte a Cidade de Faro (Cabo de Santa Maria).

Observámos igualmente alguns habitantes daquela zona da montanha que se dedicavam à apanha da castanha, com os quais mantivemos uma amena e interessante conversa.

A parte final do percurso, já em direcção a Sudoeste foi realizada por trilhos com algum grau de dificuldade dada a inclinação acentuada, mas que ultrapassámos com maior ou menor dificuldade.

Regressamos então à Fóia, local de partida, com a satisfação de ter realizado um percurso de Montanha (cerca de 14 Km) sempre acima dos 700 metros, onde podemos apreciar da beleza natural do nosso Algarve.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

MEMÓRIAS DO CAMPEONATO NACIONAL ESCOLAS DE VELA 1991


Início da minha carreira como Monitor de Vela

Em Fevereiro de 1991 fui convidado para integrar uma Comissão Administrativa no Ginásio Clube Naval de Faro, ficando responsável pela Escola de Vela.

Passado cerca de um mês, essa mesma CA convidou-me para desenvolver funções (como profissional) no Clube, assumindo o cargo de Secretário Técnico e Instrutor de Vela, o que aceitei.

Para divulgar a prática desta modalidade comecei por realizar várias sessões de apresentação do Desporto da Vela em várias Escolas da Cidade de Faro, convidando os alunos a experimentar esta fascinante actividade náutica.
Para o efeito montei uma embarcação Optimist nas salas de convívio e, com o apoio de um vídeo ia mostrando e explicando o desenrolar desta actividade, através de pequenas palestras.

Comecei então a planear e organizar o modelo de funcionamento da Escola de Vela do Naval de Faro e, em meados de Abril, demos início à actividade na Ria Formosa, com jovens entre os nove e onze anos.

As aulas de Vela decorriam aos Sábados e Domingos e nas Férias da Páscoa utilizei mais um dia da semana.

Tratando-se a Vela de um Desporto de Competição, comecei a observar os talentos que despontavam e consegui formar uma Equipa que representou o GCNF no Campeonato Regional de Escolas de Vela, classificando-se no segundo lugar (entre oito equipas), garantindo presença no Nacional.

Os jovens velejadores (de então) Hugo Veríssimo, Beatriz do Nascimento, Tiago Pires e Nuno Seabra ficaram apurados para representar o Clube e a Cidade de Faro no Campeonato Nacional de Escolas de Vela, que iria decorrer em Setúbal.

A Equipa do Naval de Faro classificou-se em quarto lugar no Nacional, perante dezasseis clubes de todo o continente e Ilhas.

Considerando o tempo de vela que estes jovens tinham na altura em que participaram no Nacional, foi um feito que superou as nossas expectativas.

Actualmente alguns destes velejadores dão cartas na Vela Nacional e Internacional.

Curiosamente no ano de 1992, por ter aceite uma proposta profissional no estrangeiro, vi-me obrigado a deixar temporariamente o treino de vela, ficando a Escola de Vela do Naval de Faro entregue a experientes Monitores profissionais que garantiram a senda de sucessos nesta importante colectividade.

MEMÓRIAS DAS AVENTURAS NO MAR DO NORTE 1992-1994



MAR DO NORTE PARTE I

Navegando num Rebocador até à Plataforma Perfuradora Trident IV 1992

Durante os dois anos que trabalhei na Plataforma Perfuradora (Gás Natural) no Mar do Norte, (sector Holandês) foram muitas as experiências por que passei.

Uma das mais interessantes foi ter navegado num Rebocador (abastecimentos).

Na Plataforma fazia turnos de quinze dias ( sendo os restantes quinze de férias ). Podia decidir vir a Faro ver a família e os amigos (viagens suportadas pela empresa), ou ficar a divertir-me em Amsterdão.

Desta vez tinha vindo a Faro e, como se tornou rotina, apanhava o avião para Lisboa, no Aeroporto de Faro , na Portela embarcava noutro voo para Amsterdão (geralmente com escala no Porto), e chegado a Amsterdão ia de comboio até Den Helder, onde passava a noite num Motel.

Na manhã seguinte ia para a Plataforma de Helicóptero.

Só que nesse dia havia muito nevoeiro na zona da Plataforma, e em vez de apanhar o Helicóptero, como era normal, recebi instruções para aguardar em Den Helder, embarcando num Rebocador (construído especialmente para navegar no Mar do Norte).

Cerca das quatro horas da tarde, dirigi-me ao cais de embarque e subi a bordo do Rebocador.

Saímos de Den Helder e tivemos de ultrapassar várias comportas elevatórias, dado que o porto se encontra abaixo do nível do mar.

Foram cerca de dez horas de viagem, apanhámos um pouco de mar, e já madrugada chegámos à Plataforma.

A manobra para me içarem para bordo da Plataforma foi deveras arriscada. É arriada uma "cesta", ( tipo cone ) com base redonda onde colocamos os pés e somos içados agarrados à rede exterior. Para chegar à cesta tive de aguardar as indicações dos tripulantes do Rebocador dado que o convés estava constantemente a ser varrido pelas vagas e uma queda ao mar seria fatal.

Tudo correu bem e fui içado para bordo da Trident IV.

Momentos que perduram para uma vida.

MAR DO NORTE PARTE II

No ano de 1992 apareceu-me a oportunidade para ser tripulante numa Plataforma Perfuradora (Gás Natural) no Sector Holandês do Mar do Norte.

Como me apercebi que iria ser uma experiência enriquecedora, candidatei-me e fui seleccionado.

Embarquei no avião para Amsterdão, com destino Den Helder, onde decorreram os primeiros testes e cursos.

Superados os testes médicos e psicotécnicos frequentei então vários cursos sobre evacuação "off shore", sobrevivência no mar, resgate por helicóptero, primeiros socorros, entre outros.

Acabada esta fase ainda recebi instrução sobre incêndios em plataformas.

Recebi então a "carta verde" (documento) que me permitiu integrar a tripulação da plataforma perfuradora Tridente IV, no Mar do Norte.

Dirigi-me ao Heliporto em Den Helder e embarquei num helicóptero com destino á plataforma.

Após cerca de 45 minutos de voo, pousámos no Helideck da Plataforma, manobra que requer grande perícia e destreza por parte dos pilotos.

Estive nesta plataforma cerca de dois anos (turnos de 12 horas diárias, durante 15 dias no mar, e 15 dias de férias em terra, consecutivos).

A empresa suportava os custos das viagens aéreas, pelo que de 15 em 15 dias vinha a Faro ver a família e os amigos.

Também optei, de vez em quando, prescindir da viagem e ficar por Amsterdão, cidade que fiquei a conhecer bastante bem.

Na plataforma vivi momentos que nunca vou esquecer, como as grandes tempestades no Mar do Norte, a componente tecnológica relacionada com a perfuração e testes do gás (queima) e alguns acidentes com trabalhadores, infelizmente fatais.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

MEMÓRIAS DO I CAMPEONATO DE ESCALADA DE DIFICULDADE AMEA 2009




Numa organização da AMEA (Associação de Montanhismo e Escalada do Algarve) realizou-se no Pavilhão Prof. Manuel Ferraz no Parchal - Ferragudo o 1º. Campeonato Regional de Escalada de Dificuldade Algarve 2009.

Como tenho vindo a praticar escalada nos últimos anos resolvi inscrever-me e participar.

Diga-se de passagem que nunca tinha experimentado a progressão em parede de escalada mas aceitei de bom agrado este desafio.

A competição consistiu na realização, por parte dos participantes, de duas vias montadas na parede de escalada (eliminatórias) que apurariam os finalistas.

Apesar de não ter conseguido ultrapassar as eliminatórias fiquei muito satisfeito, dado o bom desempenho que consegui a nível da escalada, competindo com atletas com um nível técnico bem superior ao meu.

Classifiquei-me no nono lugar.

Terminada a prova, realizou-se um jantar/convívio em Lagoa onde tivemos a oportunidade de trocar impressões sobre os nossos desempenhos, evidenciando igualmente a excelente qualidade da parede de escalada que o Pavilhão Prof. Manuel Ferraz coloca à disposição dos amantes desta modalidade.

Quero deixar uma palavra de apreço à organização deste evento, AMEA, Câmara Municipal de Lagoa e Patrocinadores que viabilizaram esta nova experiência no Algarve a nível da competição em escalada "indoor", bem como salientar o salutar convívio que se viveu entre os participantes que não pouparam esforços no apoio e incentivo aos colegas durante a competição.

Momentos que não se esquecem.

MEMÓRIAS DO REGRESSO À ESCALADA NA ROCHA DA PENA 2008





ROCHA DA PENA SALIR ALGARVE

Apesar de ter estado afastado durante muitos anos da prática da Escalada, sempre acompanhei com muito interesse as actividades do Núcleo de Montanhismo de Faro, posteriormente a AMEA.

Fui acompanhando igualmente as fabulosas conquistas do também escalador João Garcia que considero o melhor Alpinista Português de todos os tempos.

Nos últimos oito anos frequentei regularmente a Rocha da Pena, quer para praticar pedestrianismo, admirar os escaladores em actividade, ou simplesmente ficar no Bar das Grutas em amena conversa com o sr. Horácio.

No início de 2008 resolvi regressar à Escalada.

Para recuperar a forma física comecei por praticar pedestrianismo com a Associação Almargem, tendo participado num razoável número de caminhadas, realizadas em percursos bastante interessantes aqui no Algarve.

Para concretizar este meu regresso à escalada tive de adquirir algum material: pés-de-gato, capacete, arnês, corda dinâmica, mecanismo de segurança Grigri, mosquetões, expressos, etc.

Em Junho de 2008 contactei o experiente escalador Nuno Santos (Albufeira) e, na Rocha da Pena, comecei por escalar três vias no sector Petra, seguidamente fiz mais uma via (35 metros)onde testei a minha resistência, tendo escalado ainda nos sectores Águia, Monitor, Vaca, e Escadas do Inferno (vias IV, V, V+ e 6a).

Realizei estas escaladas, umas em tope-rope, outras a "abrir", consoante o grau de dificuldade.

Foi um reencontro com a Escalada que me deu enorme satisfação e posso afirmar que esta fascinante modalidade que nos apura a autoconfiança e determinação, nos permite igualmente desfrutar de ambientes e paisagens verdadeiramente únicas.

Passados trinta anos estava de novo a escalar na Rocha da Pena.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

MEMÓRIAS DA ASCENSÃO AO MULHACÉN (SERRA NEVADA) 2010




O Mulhacén, com os seus 3482 m é a Montanha mais alta da Península Ibérica.
A Associação de Montanhismo e Escalada ao Algarve (AMEA) promove regularmente actividades de Alpinismo e como eu andava entusiasmado para tentar o cume desta mítica Montanha juntei-me à AMEA nesta expedição.
Já tinha mantido contactos com um alpinista inglês muito experiente, Richard Hartley, no sentido de integrar uma das suas cordadas ao Mulhacén mas por diversos contratempos, quer meteorológicos, quer de disponibilidade minha, acabaria por não chegar a acompanha-lo.
Chegado o dia da partida, encontramo-nos na sede da AMEA em Faro onde viria a conhecer os colegas de expedição:
Micael Teixeira, Junior Claudecir, Filipe Lara Ramos e André Lima Cabrita.
Como éramos cinco, optamos por partilhar o mesmo carro.
Saímos de Faro ao final da tarde em direcção à Serra Nevada.
Chegámos noite cerrada tendo acampado nesta primeira noite já a uma altitude considerável tendo em vista a aclimatação à altitude.
No outro dia de manhã começámos o trek de aproximação ao Refugio Poqueira (2495 m), seguindo a Acequia Alta.
Já próximo do Refúgio, um erro de orientação afastou-nos cerca de 100 m da via o que provocou numa autentica escalada em rocha e neve para atingir novamente a via num ponto mais elevado.
Apesar do desgaste tudo correu bem e chegámos ao Refugio de Alta Montanha Poqueira.
Jantámos e fomos dormir, dado que no dia seguinte a alvorada estava marcada para as cinco da manhã.
Assim foi, depois do pequeno almoço equipámo-nos e começámos o ataque ao cume.
Com os frontais ligados fomos progredindo na neve que estava em óptimas condições (dura) dado ser de madrugada.
Fomos em direcção à "Caldera" onde flectimos à direita subindo o flanco Oeste do Mulhacén, que dá acesso ao cume.
Esta subida é algo exigente e na parte final a progressão deu-se em gelo e rocha.
Finalmente o cume!
Estávamos no ponto mais alto da Península Ibérica.
Tirámos as fotos, exibimos as Bandeiras de Faro e Amea, e começámos a descida pela mesma via.
Chegámos então ao Refúgio onde descansámos e a partir daí fizemos todo o trek de regresso ao carro, novamente pela Acequia Alta.
Chegados ao carro sentimos uma grande alegria pelo sucesso da expedição.
Neste dia tinhamos estado em esforço na montanha num total de cerca de catorze horas consecutivas, mas a alegria era tanta que o cansaço não nos perturbou minimamente.
Regressámos nessa noite a Portugal com mais este cume conquistado.
Era o meu terceiro cume.

MEMÓRIAS DA CANOAGEM EM FARO 1983


No ano de 1983 fui convidado para participar num projecto de construção de canoas, e consequente divulgação da modalidade em Faro.

Com a coordenação por parte do empresário farense António Viegas "Fofo", começámos a construir canoas, utilizando um molde cedido pela antiga DGD (Direcção Geral dos Desportos).

Em poucos meses, lançámos para o mercado várias dezenas de canoas, o que possibilitou a muitos jovens farenses, da altura, iniciarem-se nesta modalidade.

Construí a minha própria canoa e comecei a praticar este desporto na Ria Formosa.

Lembro-me perfeitamente de realizar, a solo, o percurso entre a Praia de Faro e a Ilha Deserta, para visitar a família Sancho e o Alves, regressando à Ilha de Faro no dia seguinte.

Na altura, fui contactado pelo "FAOJ", para colaborar num projecto que visava a realização de uma expedição "Descida do Rio Guadiana - Nascente Foz", onde me empenhei de alma e coração. Infelizmente esse projecto não reuniu os apoios necessários e ficou pela intenção.

Recordo igualmente uma situação "dramática" em que estava a "surfar" com a minha canoa na Praia de Faro, com "mar de fora" e, numa onda, perdi o controlo, fui enrolado, ficando numa situação de "máquina de lavar".
Fiquei bloqueado dentro da canoa, invertido, e tendo ficado sem a pagaia tive de ir buscar forças e sangue frio para me libertar e não me afogar.

Resolvida esta situação regressei ao mar e passei momentos fantásticos.

Muitos foram os percursos que realizei na Ria Formosa, sendo a canoa um excelente meio para descobrir e explorar os recantos tão belos deste Paraíso Natural.

MEMÓRIAS DOS TREINOS PARA ACTIVIDADES NA MONTANHA 2009




Marcha de montanha/pedestrianismo na Via Algarviana (Silves-Monchique) em solitário.

Decidi fazer este percurso em solitário, não só para treinar marcha de montanha, mas também para fazer um reconhecimento para uma possível actividade da AMEA (Associação de Montanhismo e Escalada do Algarve).

É sem dúvida um percurso pedestre com alto grau de dificuldade, com muitas subidas e descidas, destacando-se a subida final com cerca de 700 m de desnível (cerca de 5 horas) entre a Ribeira de Odelouca e Picota.

Aproveitei para marcar uns pontos no GPS para facilitar uma próxima caminhada por aquele percurso que, diga-se de passagem, está muito bem sinalizado.

Uma palavra para as gentes serranas que mostraram grande simpatia e para a Pensão "Descansa Pernas" em Monchique, já considerado um destino para os caminhantes.

O meu agradecimento à Almargem e ao Engº. João Ministro que me facultou as cartas para orientação.

Posteriormente, incluído igualmente no programa de treinos passei uns dias na Fóia, tendo ficado instalado na Estalagem (900 m altitude) e de onde parti para uma série de percursos nesta maravilhosa Serra de Monchique.

MEMÓRIAS DE UM DIA DE ESCALADA NA GARGANTA DA GRALHEIRA 2008




Posso afirmar convictamente que foi um daqueles dias de escalada que nunca se esquece.

Após ter recebido o telefonema do Nuno Santos, convidando-me a conhecer um recente "spot" de escalada no Algarve (Garganta da Gralheira perto de Albufeira) preparei o material e à hora combinada (dez da manhã) lá estava, pronto para escalar naquele vale "esquecido" mas com um potencial fantástico para a prática da escalada.

Constatei no local que iríamos ter a companhia de outros colegas escaladores: Tamara, Janete Fernandes, Celestino Martins e David Rodrigues.

Antes de começarmos a escalar, o Nuno (principal dinamizador daquele "spot") fez questão em me mostrar o local, ficando verdadeiramente maravilhado com esta paisagem praticamente virgem que me transportou para outra dimensão, estando no entanto tão perto da civilização.

A Garganta da Gralheira situa-se entre Albufeira e a localidade de Vale de Parra, onde a Associação de Montanhismo e Escalada do Algarve (AMEA) tem vindo a equipar vias para escalada desportiva.

Neste momento já estão devidamente equipadas mais de duas dezenas de vias, todas elas no entanto com grau de dificuldade elevado (a partir de 6a).

Começámos então a escalada, abordando uma via 6a que, apesar de utilizar a técnica Tope-Rope, só consegui concretizar à segunda tentativa.

Ainda escalei uma via 6b com um sub prumo onde senti bastante dificuldade, mas que ultrapassei.

Tive a oportunidade de admirar a actividade dos excelentes escaladores Nuno Santos, David Rodrigues e Celestino que concretizaram encadeamentos de cortar a respiração.

Uma palavra para as senhoras que evidenciaram igualmente uma técnica bem apurada de escalada.

Ao cair da noite demos por terminada a actividade, satisfeitos por termos passado um belo dia de escalada na garganta da Gralheira.