sexta-feira, 8 de outubro de 2010

MEMÓRIAS DA MINHA PRIMEIRA AVENTURA 1964



Na minha perspectiva as aventuras não são grandes nem pequenas, são aventuras.
Este episódio que se passou comigo no ano de 1964 considero-o uma verdadeira aventura.
A minha família tinha-se mudado recentemente para a Av. 5 de Outubro deixando a casa onde habitávamos, propriedade dos meus avós e posteriormente da minha mãe, casa essa que ainda hoje existe em Faro, fazendo gaveto entre a rua Brito Cabreira e a rua do Alportel.
Na altura os meus pais ofereceram-me um pequeno triciclo que me proporcionou momentos de grande satisfação e possibilitou a descoberta de novas emoções.
Certo dia, resolvi ir visitar a minha avó que vivia no outro lado da Cidade de Faro e, acompanhado pelo meu amigo José Guerreiro da Palma, iniciei esta pequena grande odisseia utilizando como meio de transporte, é claro, o meu Triciclo de estimação.
Desci a Av. 5 de Outubro e junto ao Palácio do Lã virei à direita entrando na rua Dr Cândido Guerreiro.
Recordo-me de ter passado por uma oficina de Cromagem, ultrapassando posteriormente o perigoso cruzamento da estrada de Olhão e lá fui pedalando no triciclo.
Quando me sentia cansado tinha a colaboração do Zeca, miúdo da minha idade, que me acompanhava a pé e que de vez em vez me empurrava.
Assim foi, passei o Mercado Municipal, a Serração, e junto à Sapataria Limpinho virei à esquerda, tendo um pouco mais à frente entrado na rua Brito Cabreira.
Até chegar à casa dos meus avós ainda tive de pedalar bastante.
Quando lá cheguei tal não foi o espanto da minha avó, perguntando-se provavelmente sobre como tinham aparecido ali estes dois "para-quedistas".
Recordo esta aventura com satisfação, convicto de que esta experiência foi muito possivelmente a abertura da tal porta que despertou em mim o sentido de curiosidade em experimentar novas emoções e situações o que felizmente tenho vindo a concretizar ao longo da minha vida.